Nós do Ônibus de Curitiba estivemos ontem, dia 9 de fevereiro, no Memorial da Segurança no Transporte da Volvo em Curitiba e vamos mostrar um pouco do memorial para você.

Acesso Ao Memorial da Segurança no Transporte da Volvo

O acesso ao local é muito fácil. O espaço fica ao lado da fábrica da Volvo na CIC, na rua Eduardo Sprada, próximo ao cruzamento com a Av. Juscelino Kubitschek. Vê-se o prédio com muita facilidade, especialmente pelo fato de na fachada estar um ônibus biarticulado pendurado. Dentro do horário de atendimento, os portões ficam fechados, mas a portaria está sempre atenta ao movimento e faz a abertura assim que os visitantes se aproximam do portão.

A recepção é feita por uma animação em holograma dos fundadores da Volvo. Se você nunca viu um holograma na sua frente antes, vai ficar surpreso com o efeito e riqueza de detalhes! Após a introdução, há um enorme painel que te guia na história da civilização, das cidades, a evolução da população e sua necessidade em mobilidade. O painel que segue fala sobre o que grandes cidades do mundo têm buscado em termos de cidadania e segurança nas vias.

Se você se impressionou com o holograma, preciso dizer que no museu há muita coisa que irá impressionar você. Outra delas é uma projeção na parede, onde um ônibus Híbrido (o nosso conhecido Hibribus) circula por Curitiba em formato de animação. A projeção mostra um pouco como funciona a mobilidade de um ônibus pelo espaço urbano, as suas intervenções e a tecnologia embarcada para tornar o trânsito seguro e consciente.

A História do Transporte

O próximo painel começa a falar sobre o transporte em si. Partindo lá do princípio, quando usava-se a tração animal para o transporte de cargas e passageiros e passando pela era da revolução industrial, que foi o marco zero da evolução de nossa sociedade como a conhecemos hoje. Especialmente porque, após esta era, a tecnologia passou a ser explorada de diversas formas, moldando-se às necessidades de cada época.

Quando se aproxima ao século XX, onde efetivamente o transporte foi moldado e atingiu o apogeu da sua evolução, há a réplica da dianteira do Ford T. Este foi o modelo de automóvel mais conhecido por ter sido o primeiro a sair de uma linha de produção em série.

A continuação dos painéis fala sobre a tecnologia na guerra, que foi onde deram-se passos largos, principalmente no transporte, seja no terrestre ou no aéreo. Na sequência, fala-se brevemente do surgimento da Volvo em 1927, através de seus fundadores, Assar Gabrielsson e Gustaf Larson. A dupla definiu a segurança como valor fundamental da marca.

A partir daqui, os painéis apresentam as mais diversas soluções de segurança que estão presentes nos produtos Volvo no mercado global.

O salvador de vidas

Nem todo mundo sabe, mas o cinto de segurança de três pontos foi criado por Nils Bohlin em 1959, na época em que trabalhava para a Volvo. Foi a partir dos veículos Volvo que o cinto de segurança de três pontos se popularizou e têm salvo milhares de vidas diariamente nas vias urbanas e estradas do mundo todo.

Em 1959, a Volvo patenteou esta ideia e o primeiro modelo a sair de fábrica com a invenção foi o PV 544. Pouco depois, a Volvo liberou sua patente para que outras montadoras pudessem instalar o cinto em seus produtos.

De acordo com dados da Volvo, desde a invenção do cinto de segurança, cerca de 1.000.000 de pessoas foram salvas no mundo inteiro.

Simulador de tombamento

Outra atração incrível do museu é um simulador de tombamento. Utilizando a cabine de um caminhão Volvo FH montada sobre uma plataforma basculante, o visitante tem a oportunidade de sentir a experiência de como é estar na cabine de um caminhão tombado. Adentrando na cabine, afivela-se o cinto de segurança e em segundos o caminhão tomba para ambos os lados. Em nenhum momento há o risco de queda dentro da cabine, por conta do assento em conjunto com o cinto de segurança.

Quem espera um nível alto de realidade pode se frustrar, mas o susto de ficar de lado em um caminhão compensa! 😉

No mesmo espaço – separado do ambiente principal por cintos de segurança em forma de cortina – há outra cabine de caminhão que passou por um teste de colisão (Crash Test) a 30km/h. No local, é possível analisar a estrutura da cabine danificada e as condições do Dummy (aquele característico boneco dos crashes tests) ao volante.

Outras atrações

Ainda no piso inferior, é possível visualizar pneus nos mais variados tamanhos e um pouco sobre a sua evolução e segurança, experimentar o comportamento do pneu em pistas em diferentes condições climáticas e terrenos arenosos, além de conhecer como um airbag é alojado dentro do volante.

Há diversos assentos que foram utilizados nas mais diferentes épocas e também atuais, – contando um pouco sobre a sua história – além de um modelo cortado ao meio para que seja possível analisar a estrutura de um banco moderno.

No local há 4 balanças que mostram o seu peso em caso de acidente em diferentes velocidades. Por exemplo: se você pesa 80kg e está na balança que simula uma colisão a 20km/h, o impacto de seu peso será de aproximadamente 1.200kg.

Crash test e bafômetro

Outro impressionante simulador que você irá encontrar no Memorial da Segurança da Volvo é o de Crash Test. Você com certeza o reconhecerá e se assustará com ele durante toda a sua visita. Isso porque a cada teste realizado, um grande estrondo acontece no espaço.


Utilizando uma plataforma móvel com um assento e cinto de segurança, o teste de acidente acontece dentro da realidade virtual, através de um óculos. Sentando-se no assento, afivelando o cinto e colocando o óculos, inicia-se a simulação, onde você, visitante, incorpora o papel de um Dummy, entra na cabine de um caminhão FH e nela interage com volante e com o outro boneco sentado no banco do passageiro. Assim que o Crash Test se inicia no ambiente virtual, a plataforma começa a mover-se e simula uma colisão a meros 10km/h, o suficiente para assustar até mesmo os mais confiantes.

A Volvo implementou em seus veículos um dispositivo de bafômetro, que exige a verificação de álcool no organismo do condutor, sendo que, em caso positivo, o sistema não permite a partida e uso do veículo. Esse dispositivo também está presente no museu.

O teste no Memorial consiste em duas partes: a primeira é sem a presença de álcool, enquanto a segunda irá fazer a detecção do álcool. Para que o teste funcione, o visitante come um bombom de licor cedido pelo guia do local. Através do teste é possível verificar que o sistema acusa o nível etílico e não permite a operação do veículo.

A maior atração é o carro-chefe da Volvo

Não há dúvidas de que quem vai ao Memorial está muito curioso para ver aquele ônibus biarticulado que está pendurado no segundo andar do local, com a frente para fora do prédio. O veículo, que pertenceu ao transporte coletivo de Curitiba e rodou por mais de 16 anos pela Transporte Coletivo Glória sob prefixos VD983 e BD120, hoje é a principal atração do local.

Em seu interior, há painéis contando a evolução do transporte público em Curitiba, além de um vídeo narrado por Jaime Lerner, que foi arquiteto, urbanista e prefeito de Curitiba. No vídeo, ele conta a história da criação das canaletas exclusivas, o padrão BRT e o ônibus biarticulado. (Leia aqui um pouco dessa história).

Posicionados em formato curvado, os painéis vão seguindo ao longo do ônibus até chegar no vagão dianteiro, onde há uma simulação do salão de passageiros. Se você esperar por um ônibus com suas características originais preservadas, irá se desapontar, pois nada do que está apresentado corresponde ao que de fato era enquanto o veículo estava nas ruas. Recomendo olhar para este local com uma visão ampla, observando a modernização que foi feita na cabine de um ônibus ano 1995.

Os amantes do ônibus e transporte em geral vão achar incrível olhar para o assoalho do ônibus. As tampas do motor, que também eram o piso emborrachado do veículo, foram substituídas por tampas de acrílico, o que permite visualizar toda a engenharia mecânica do Volvo B58-E. Na primeira articulação, também foi inserido um piso de acrílico para a observação do funcionamento da articulação do ônibus. No cockpit, todo o painel está reformado e funcionando, como era originalmente. Quem viveu esta época, seja como passageiro ou motorista, sente a nostalgia trazendo boas lembranças.

Serviço

O memorial funciona de quarta-feira a sábado, das 9 às 17 horas. Mas atenção: a entrada só é permitida até às 16h25.

A entrada é gratuita.

É possível agendar a visita por telefone ou através do site oficial: memorialdaseguranca.com.br

O atendimento é realizado em português, espanhol e inglês. Os painéis mostram as informações em português e inglês.

Local: Rua Eduardo Sprada, 6447 – Cidade Industrial de Curitiba – Curitiba/PR
Telefone: +55 41 3373-5757

Vale a pena visitar o Memorial?

Sim! A visita vale muito a pena, seja para curitibanos, turistas, entusiastas ou não do transporte e até mesmo crianças e grupos escolares. Toda a história que é contada ali nos coloca em ponto de nostalgia e reflexão em torno da evolução de nossa sociedade, nossos modais de transporte e a tecnologia embarcada nos veículos que nos rodeiam.

A Volvo conseguiu não apenas nos introduzir em uma viagem pela história, mas também nos coloca dentro da modernidade, das ferramentas e suas incríveis soluções em segurança.

E não se preocupe: é possível sair de lá com a lembrança registrada em seu celular ou câmera. Procure a equipe do Memorial para tirar uma foto sua em frente à fachada do prédio.

Na foto: Diego Dubiginski e Wagner D. Ivanesken, do Ônibus de Curitiba

About The Author

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

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