Saiu agora à tarde a informação de que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, através do conselheiro Ivan Bonilha, suspendeu o reajuste da tarifa de R$3,70 para R$4,25.

Segundo Bonilha, a justificativa de que o reajuste era necessário para a renovação de frota não é adequada pelo fato de que dentro da composição tarifária já encontra-se um valor destinado para este fim.

Na semana passada comentei de que efetivamente nosso transporte coletivo precisa de uma injeção de recursos, mas isso não pode partir dos usuários. Também como expliquei, o reajuste ativa a premissa do mais é menos e menos é mais. Quanto mais cara a tarifa, menos usuários. E não estou inventando nada. Cada dia que passa a ocupação de assentos está cada vez menor. Vai chegar em um ponto que a passagem custará R$50 e o sistema continuará quebrado, já que de 20 pessoas, 1 utilizará o ônibus. Desta forma, a única saída é uma injeção de recursos externos. Seja de procedência municipal, estadual ou federal, algo precisa ser feito em caráter de urgência. Em breve trarei um artigo falando sobre isso.

A decisão foi encaminhada para a Prefeitura de Curitiba e URBS mas ambas não se pronunciaram, alegando o não recebimento da decisão.

Especula-se na imprensa se a tarifa da passagem iria voltar aos R$3,70 ainda hoje, mas evidentemente essa situação não é viável, pelo fato de que todo o sistema está operando o dia de hoje no valor de R$4,25. Não haveria a possibilidade de, uma hora para outra, sem alertar com antecedência os operadores, mudar o valor. Imagine o tamanho da confusão que se instalaria na cidade se porventura esse tipo de coisa acontecesse. Isso poderia trazer danos aos usuários e consequentemente confusão no uso do transporte.

Em uma situação de reajuste, ele deve ocorrer no próximo dia útil, dando tempo de preparar os veículos, tabelas, os sistemas e repassando a orientação aos operadores.

Para entender de o porquê não é possível alterar o valor na tarifa ainda hoje, vamos citar como exemplo o que acontecia na virada entre sábados e domingos, onde o valor da passagem mudava de R$3,70 para R$2,50. As tabelas que se iniciavam no sábado e recolhiam depois das 24h de domingo mantinham-se dentro da tarifa de R$3,70, pois a tabela foi iniciada no sábado, por tanto a tarifa dela é integral e não a domingueira. A tarifa domingueira só valeria para as tabelas que iniciavam depois das 24h de domingo, obviamente por serem do domingo.

Atualização 13/02/2017 – 19:10:37

A Prefeitura divulgou nota em seu site informando que a URBS foi notificada no final da tarde de hoje e analisa a situação para recorrer da decisão do TCE.

Sobre o autor

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

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