Foi muito falado nesta terça-feira e hoje também de que a greve dos motoristas e cobradores pode ter cunho político. O Sindimoc, sindicato que representa a classe dos trabalhadores, através de seu presidente, Anderson Teixeira, nega a afirmação feita ontem, ao vivo, em entrevista ao Jornal da Banda B 2ª edição pelo assessor de comunicação do Setransp, Alexandre Teixeira.

Hoje, em entrevista a diversos veículos de comunicação, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci também definiu a greve como motivação política.

Por um lado, sindicato das empresas e prefeito questionam, do outro, sindicato dos motoristas e  cobradores nega.

Mas não é difícil fazer algumas ligações. Por exemplo: este ano é um ano eleitoral e o prefeito de Curitiba, mesmo não tendo confirmado, é cotado como candidato a reeleição. Ou seja, motivos políticos existem.
Agora se os motoristas e cobradores estão sendo usados como peças de manobra política para atacar o atual prefeito da capital, não é possível saber.

É aí que mora a dúvida. Qual a real motivação desta greve? Seria mesmo para beneficiar esta classe trabalhadora que enfrenta muitas dificuldades, com salários defasados ou é uma movimentação de cunho político para desmoralizar, sacudir a candidatura e colocar a prova as habilidades do prefeito Luciano Ducci?

Juntando outros boatos nesta mistura, cogitou-se a possibilidade de a greve ser patronal. Todas as partes negam.

Foto: Antonio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo

E ainda: cogitou-se que esta greve foi utilizada para justificar um possível aumento na passagem. O prefeito de Curitiba, em entrevista, afirmou que o aumento da tarifa neste momento não é prioridade: “tarifa é discussão secuntária neste momento. A prioridade agora é a normalização do sistema”.

Concluindo, o que acontece por trás da movimentação ativa dos trabalhadores, não saberemos ao certo. O fato é que ontem e hoje Curitiba virou um caos, com trânsito absurdo, comércios fechados e população revoltada.

Além do transporte coletivo, outras categorias de funcionários públicos, diretos e indiretos, articulam-se para paralizações, como a polícia civil e militar.

About The Author

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

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