Esta semana, o Setransp, Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, divulgou uma nota esclarecendo alguns detalhes importantes sobre impasses e dificuldades que estão ocorrendo no sistema atualmente.

Antes de tudo, a mídia noticiou ao longo desta semana que o sindicato solicitou na justiça o reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo de Curitiba, o que passaria de R$2,93 para mais de R$3,40. Enquanto isso, a URBS rebateu informando que o órgão contaria com duas possibilidades: a prefeitura de Curitiba arcar com o custo adicional ou elevar a tarifa social. O sindicato diz lamentar o fato da URBS repassar à justiça sua responsabilidade, uma vez que solicitou o reajuste e nada foi feito. Por conta do empurra com a barriga, as empresas se obrigaram a recorrer à justiça.

Por conta desta situação, o Setransp divulgou nota onde alerta que a URBS não faz a definição da tarifa técnica desde fevereiro de 2014. Como a definição deve ocorrer anualmente, conforme previsto em contrato, a URBS está em atraso há 7 meses com as empresas, as quais estão arcando com as despesas e aumentos por conta própria.
Com o acompanhamento do Ministério Público, foi realizado o cálculo da tarifa técnica e o valor de R$2,93 para R$3,40 por usuário de repasse às empresas foi aprovado. De acordo com o contrato, a URBS deve pagar o valor retroativo a partir de fevereiro para as empresas.

 

Quem tem dinheiro? (leia na voz de Silvio Santos)

A URBS constantemente alega não ter dinheiro suficiente em caixa para cumprir com as suas obrigações junto às empresas e despesas das quais oneram o sistema. Já o Setransp questiona o fato da tarifa ser R$3,30 e as empresas de ônibus de Curitiba receberem R$2,93. Os R$0,37 por usuário mais 12,5 milhões de reais recebidos da COMEC até junho e o subsídio da prefeitura figuram na lista feita pelo sindicato indicando que seria possível o órgão responsável pelo sistema liquidar a dívida dos últimos 7 meses.

 

Setransp sugere que entre em vigor nova tarifa técnica

O sindicato que representa as empresas garante que a situação pode ser resolvida de maneira simples. Bastaria a URBS fixar o novo valor da tarifa técnica, que foi estipulada por ela mesma e aprovada pelo MP e essa situação seria sanada.

 

Rumos incertos

Ainda de acordo com a nota, o sindicato revelou que as empresas chegaram a solicitar rescisão do contrato com a prefeitura, após tanto descaso por parte do gerenciador.

Se lembra da nossa última matéria, que fala dos ônibus que estão pegando fogo por aí? Pois bem, quando mencionei que toda a fumaceira vista nos ônibus era um sinal, acho que agora deve ficar mais claro, não é mesmo?
Faz-se perceptível o quão mal estruturada foi a licitação do transporte coletivo. As empresas que fecharam as portas ao longo do processo, já não tinham forças suficientes por conta da dificuldade de sobreviver às rudes exigências da URBS. Pós licitação, tudo aparece bem mais evidente. Porém, quem não deveria sofrer as dores desta guerra incessável é a população, que tanto depende do ir e vir. Só que se não for feito algo o quanto antes, como descreveu o Setransp e todos nós já prevíamos, o sistema entrará em colapso, pois hoje ele está por um fio.

 

Leia na íntegra no site do sindicato

About The Author

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

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