A tarifa técnica terá um aumento de R$0,06 a partir de amanhã, quinta-feira 17. Dessa forma, a tarifa técnica do Transporte Coletivo salta de R$ 3,21 para R$ 3,27. O montante mensal desse reajuste, que será repassado para as empresas, será de R$ 85.470. A partir de amanhã a URBS fará o 1º pagamento com o reajuste. Nos próximos dias, o valor retroativo, a partir de 1º de dezembro, será pago às viações.

O reajuste ocorreu por determinação judicial, que estipulou o cancelamento do desconto feito pela URBS do repasse às empresas concessionárias por não atingirem critérios de qualidade – nesse caso especifica diretamente o fato da não renovação da frota de ônibus com vida útil vencida. Lembrando que a renovação foi congelada por uma liminar na justiça solicitada pelas empresas para ter um reequilíbrio econômico e financeiro nos contratos.
A decisão da URBS não levava em consideração os trâmites de defesa das empresas de ônibus e com intervenção judicial houve uma reversão nesse quadro.

Usuário ainda respira aliviado

O preço da tarifa social, o valor que o usuário final paga, não sofrerá alterações mas a URBS já estuda possível reajuste.

Aumento de alíquotas

Em outubro noticiamos que uma nova alíquota de contribuição previdenciária sobre receita bruta das empresas de ônibus iria vigorar a partir de dezembro, o que elevaria a tarifa técnica em até R$ 0,10. Ou seja, essa alíquota ainda não entrou em vigor, mas se entrar, poderá elevar ainda mais a tarifa técnica.

Repetindo a discussão

Mais uma vez precisamos falar francamente! A crise instalada no transporte coletivo é reflexo de problemas de gestão pública e nos contratos de licitação. A sociedade precisa insistentemente cobrar quem é responsável pelo transporte coletivo de passageiros de Curitiba: Prefeitura e sua subsidiária, a Urbs.
Se vê muitos comentários revoltados com as empresas concessionárias pela internet. Pense: se tirarmos a empresa A e colocarmos a empresa W, será que o problema será resolvido? Será que a passagem não subirá porque a empresa W não é “gananciosa”? Pode ter certeza que não. Manter uma empresa de ônibus não é barato, os trabalhadores almejam salários adequados e a qualidade, mínima que seja, precisa de investimentos. Isso não é uma defesa às empresas, é um ponto de vista que passa despercebido para muitos.
Quanto maior o valor da tarifa, menor a quantidade de usuários. Tenha certeza que empresa nenhuma (de qualquer setor) gosta de perder clientes. O “empurra com a barriga” da tarifa mostra uma clara irresponsabilidade por parte da gestão, que afugenta todos os dias dezenas de usuários. Esse efeito dominó está tornando o sistema massivo e ineficiente. Por isso vale repetir: tarifa alta não é bom para os usuários e nem para o sistema. Ainda mais em um sistema na beira do abismo.

Voltando…
Se o “cérebro” do sistema não estiver funcionando de acordo, todo o resto não funcionará como o esperado (figurativamente falando, é como trocar o carro porque a condução não está sendo satisfatória, mas quem não dirige bem é o motorista. Dessa forma nunca resolveremos o problema, apenas o taparemos com atitudes paliativas).
O que precisa ser feito é uma reestruturação da gestão partindo da URBS. Uma nova forma de gerir e lidar com o transporte coletivo da capital deveria ser prioridade. Além disso, a licitação não está sendo efetiva para nenhuma das partes, especialmente para os usuários. O contrato no mínimo deveria ser revisto. Vai doer? Talvez! Mas é um ‘mal’ necessário.

Então estamos esperando o quê para cobrar e exigir mudanças a partir da Prefeitura de Curitiba? Ela, assim como outros níveis de governo, paga por publicidade para os veículos de comunicação, o que significa que você não os verá apontando a sujeira para o lado da administração municipal, mas sim para o outro(s) que não faz(em) nada além daquilo que vem de cima.

E a RIT que virou R.I.P.? Já se esqueceram? Em fevereiro completará 1 ano de desintegração. Quem foram os responsáveis? Quem está pagando a conta? Quem está sofrendo? Pois é!

Reflitam!

About The Author

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

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