Advertência: Você está prestes a visualizar um conteúdo altamente denso, com exatamente 165 fotos. É possível que você possa sentir sintomas como enjoo, tontura, entusiasmo, emoção, nostalgia, depressão, tristeza, alegria, raiva, angústia, incertezas, confiança, suor frio, frio na barriga, alívio, saudade, vontade de chorar ou mesmo sorrir.
Brincadeiras à parte, excluindo possíveis sensações de nostalgia, um detalhe importante é que, com essa grande quantidade de fotos, pode ser que a navegação fique lenta dependendo de sua conexão. Além disso, para melhor visualizar cada imagem, recomendamos o uso de um PC. Se estiver em seu smartphone, salve esse post para vê-lo posteriormente em um computador pessoal. Se ocorrer quaisquer problemas, tiver sugestões, correções ou dúvidas, por favor entre em contato.

 

O Urbanuss Pluss foi a carroceria de grande sucesso de vendas da Busscar. Surgiu em 1999 e sobreviveu por 10 anos sem qualquer facelift. A partir de 2009 surgiu um novo visual para o modelo, que primeiramente atendeu mercado externo e posteriormente abriu-se ao mercado nacional. Até 2012 o modelo foi fabricado, quando a Busscar definitivamente decretou falência e fechou suas portas no Brasil.

Nacionalmente o modelo teve diversas variações e configurações, especialmente no que diz respeito aos chassis que receberam esta carroceria. Curitiba neste caso, já carrega muita história com o Urbanuss Pluss. Nosso leitor Igor Matheus Boganika Barros resolveu fazer um levantamento do que Curitiba teve de diferente nas versões do Urbanuss Pluss e nos sugeriu a criação de um post sobre a carroceria. Como missão dada é missão cumprida, abaixo desenrolamos todas as configurações e chassis em que o Busscar Urbanuss Pluss esteve presente em nossa cidade.

 

O primeiro não foi exatamente o primeiro

XY010

 

Foi no ano de 2001 que o Urbanuss Pluss deu as caras em Curitiba pela primeira vez. Mas não veio definitivamente. O modelo chegou como veículo de testes, com prefixo XY010. Contabilize aí: o chassi por debaixo deste carro era um Volkswagen 17.240 OT. Após algum tempo de testes, foi para São Paulo.


Atualização [07/11/15]: Não conseguimos definir com exatidão qual foi o primeiro Urbanuss Pluss de Curitiba e região. Mas nessa lista dos primeiros – no ano de 2001, está o XY010 citado acima, os municipais da Sanjotur de São José dos Pinhais, alimentadores da Leblon e os modelos piso-baixo.

 

Piso Baixo

BC157

Em Curitiba, não tivemos muitos ônibus com piso-baixo, mas o Pluss esteve presente nesta lista. No mesmo ano de 2001, contando com chassis Volvo B7R importados, os dois carros da Glória tinham prefixos BC157 e BC158.
Uma característica a mais, um plus, digamos, era que o BC157 possuía itinerário digital, o que para a época era um grande diferencial.

 

Também em 2001 foi quando a Viação Tamandaré comprou 5 unidades da empresa TIL de Londrina para suas linhas convencionais. Todos eram piso-baixo, assim como os BC157 e BC158. A diferença entre eles era que os ônibus da Tamandaré vieram com chassis Scania L94 IB piso-baixo.
Seus prefixos eram do 16C38 ao 16C42.

 

Articulados

Volvo B10M

A sequência da versatilidade do Urbanuss Pluss em Curitiba foi com a chegada dos primeiros articulados em 2002. Através da Redentor, a Busscar entregou 5 articulados, todos com chassi Volvo B10M. Seus prefixos eram HR111 (filho único) e HR403 ao HR406.

 

Volvo B12M

GR800

 

Em 2007 chegou o primeiro Urbanuss Pluss B12M de Curitiba e também foi o primeiro ligeirinho articulado, o GR800. Em 2008 chegaram ainda mais: GR801 e GR802 / HR801 e HR802 – HR117 – HR407 ao HR413 / 15R90 ao 15R92 / 16R49 (atual KA689).
No caso dos B12M da Auto Viação Redentor, parece que a história de 2002 se repetiu, com uma quantidade de Alimentadores e um filho único Interbairros.

 

 

Scania K310

18R41

 

A partir de 2007 novos articulados do modelo começaram chegar na cidade para diversas categorias. Não perdendo o costume, o Pluss foi a carroceria que estava sobre o primeiro chassi Scania K310 da região: o carro 18R41 da Santo Antônio. Em questão de alguns poucos dias, começaram a chegar os demais.

A Auto Viação Marechal comprou 3 articulados, sendo 1 para cada categoria. Interbairros: AR104 (atual AB696) – Alimentador: AR401 (atual AB607) – Linha Direta: AR800 (atual AL699).

A Glória também adquiriu diversos veículos de chassi Scania K310. São eles: Alimentador: BR408 ao BR410 e Ligeirinho: BR800 ao BR802.

A Redentor, no entanto, comprou 5 Scania K310 Interbairros (HR112 ao HR116) e 1 Linha Direta (HR800).

O MR800 foi o único Urbanuss Pluss a ser comprado pela Auto Viação Mercês. Ele chegou em 2008.

A Campo Largo também investiu em Urbanuss Pluss K310. Ao todo, foram 4 carros para operação de reforço da linha Campo Largo/Campina do Siqueira (22R90 ao 22R94, exceto 22R92).

A Santo Antônio comprou mais 4 K310, além do 18R41, para atendimento de suas linhas alimentadoras. Do 18R44 ao 18R47.

 

 

Mercedes-Benz O500-MA

22R92

 

Os Mercedes-Benz O500-MA ficaram a cargo das empresas Auto Viação Nossa Senhora da Luz e Empresa Cristo Rei. Na Luz, foram 3 unidades: CR109, CR800 e CR801.

Pela Cristo Rei vieram mais carros. Alimentador: DR407 e DR408 – Interbairros: DR115 ao DR117 – Linha Direta: DR800 ao DR802.

Na região metropolitana tiveram algumas unidades alimentadores pela Viação Tamandaré e Auto Viação Santo Antônio. Prefixos: 16R48 – 18R42 e 18R43. E a Campo Largo teve um único O500-MA em meio aos 4 Scania K310 ligeirinhos articulado. O 22R92 é o Mercedes-Benz solitário entre os demais.

 

 

Alimentadores de peso

15A73

 

2001 foi o ano da introdução do Pluss à cidade. Neste ano a Leblon comprou 8 ônibus do modelo, todos com chassi Scania L94 IB. Indo do 15A53 ao 15A60, apenas o 15A58 possuía elevador para cadeirantes.

7 anos mais tarde, a empresa de Fazenda Rio Grande comprou novos alimentadores com motorização traseira. Desta vez com chassi Volkswagen 17.260 EOT (15A70 ao 15A73).

 

 

Pluss Ligeirinho

AL031-10

 

Foi em 2002 que chegaram os primeiros Urbanuss Pluss Linha Direta e com chassi Mercedes-Benz O500-M. O carro que era para ser o 16L23 da Tamandaré mudou de empresa e virou 22L13 com a Empresa de Ônibus Campo Largo. Junto com ele, chegou outros 2, o 22L14 e 22L15.
Em 2006 a Campo Largo comprou 2 novos, com as mesmas configurações dos anteriores. Prefixos: 22L17 e 22L18.
Já no ano seguinte, a empresa encomendou mais 3. Desta vez o chassi era Scania K230. E em 2009 foi a última compra de Pluss da empresa, que foi o 22L22, igualmente K230.

A grande enxurrada de Pluss ocorreu em 2006, quando a Viação Tamandaré comprou nada menos que 22 ônibus Linha Direta do modelo (16L28 ao 16L49), todos com chassi Scania K230. O 23º chegou em 2008 e o 24º em 2009, com o mesmo chassi, mas com mudanças nas rampas, que é basculante, ao contrário das de gaveta dos demais 22 ônibus.

Não apenas nas linhas da Região Metropolitana, mas também Curitiba recebeu diversos ligeirinhos Busscar Urbanuss Pluss entre 2007 e 2009.

A Redentor foi a primeira em 2007, com 3 Pluss de chassi Scania K230 (HL112 ao HL114) e 4 com chassi Volvo B7R em 2008 (HL115 ao HL118).

As empresas Auto Viação Marechal, Transporte Coletivo Glória, Viação Cidade Sorriso e Auto Viação Santo Antônio também compraram algumas unidades com chassi Volvo B7R em 2008. (AL031 ao AL034, BL071 ao BL074, GL076 ao GL081 e 18L48 ao 18L52).

Os Mercedes-Benz O500-M vieram através da Empresa Cristo Rei (atual CCD) em 2008. A compra neste ano se resumiu a 2 unidades, o DL040 e DL041.

Foi ainda em 2008 que chegaram os primeiros Urbanuss Pluss ligeirinho com chassis Volkswagen 17.260 EOT da Leblon Transporte de Passageiros, do 15L25 ao 15L28.

 

 

Pluss 15 metros

22L16

 

Curitiba nunca em sua história teve um ônibus padron maior de 13 metros até 2006. Adivinhe quem foi o primeiro? Sim, o Busscar Urbanuss Pluss. O chassi do modelo é Scania K270.
O comprido ligeirinho chegou em 2006 pela Empresa de Ônibus Campo Largo sob prefixo 22L16 para atender a linha Curitiba/Campo Largo. Porém, o modelo não conseguia circular na região central onde a linha fazia ponto-final/inicial, por dificuldades de infraestrutura. Desta maneira, o carro passou a operar somente na linha de reforço que liga Campo Largo ao terminal Campina do Siqueira, nos horários de pico da manhã e tarde.

Foi quando em 2011 o veículo foi repassado para a Viação Tamandaré, empresa do mesmo grupo da Campo Largo. Na nova empresa, o 22L16 recebeu prefixo 16L52 e passou a operar na linha Tamandaré/Cabral.

 

 

Linha Turismo

BT006

 

Como não podia ser diferente, o Urbanuss Pluss também figurou como a primeira carroceria do novo padrão da linha turismo: dois andares. Em 2008 e 2009 chegaram 9 Urbanuss Pluss DD (Double Decker). Os prefixos dos carros são – Glória: BT004 a BT008 – Mercês: MT009 a MT012.

Observações pertinentes a esses carros são que, os primeiros que chegaram em 2008 não possuem teto retrátil no deck superior, o que impossibilita o uso em dias de chuva. Os demais Urbanuss Pluss que chegaram em 2009 já tiveram este detalhe corrigido, com cobertura de fábrica.

 

Interbairros vida curta

BB021

O chamativo BB021 – único Urbanuss Pluss Volvo B7R não ligeirinho de Curitiba, que chegou em Curitiba no ano de 2008, teve carreira curta na categoria Interbairros. Também teve breve carreira nos cinemas, com participação no filme Curitiba Zero Grau, estrelado por ele em parceria com o ator Jackson Antunes. Algum tempo depois, ele foi remanejado para categoria convencional/troncal e recebeu o prefixo BC497.

 

 

Convencional por algumas horas

Foi o Urbanuss Pluss que também marcou história na Auto Viação Água Verde. Em 2010 chegou o JC170, com chassi Scania K230. Até aí tudo parece normal, já que a Água Verde era cliente da Busscar e da Scania. O detalhe é que o JC170 foi o primeiro (e último) Pluss que a empresa comprou. De outro lado, também foi o primeiro (e último) Scania K230 – não Linha Direta – da Água Verde e também único Urbanuss Pluss K230 que não ligeirinho que Curitiba teve. Se não bastasse tudo isso, ele ainda foi o último ônibus comprado pela empresa em sua existência.

Levou algum tempo desde a chegada deste carro até seu início de operação. Quando começou a circular, não demorou muito para a empresa ter de fechar as suas portas :/

 

Articulado leve

15R46

Outra característica do Pluss em Curitiba foi a versão articulada com motorização dianteira Volkswagen. A Leblon, ao todo, comprou 5 alimentadores Urbanuss Pluss articulados com chassis Volkswagen 17.230 EOD – do 15R46 ao 15R50.

 

Peso leve

31A60

 

Não apenas ônibus pesados (com motorização traseira ou central) com a carroceria Urbanuss Pluss existiram em Curitiba e região. Diversos ônibus com chassis dianteiros da Volkswagen e Mercedes-Benz foram adquiridos pelas empresas. Especificamente empresas da RMC tiveram do modelo.

Igualmente como os articulados, a Leblon, neste caso a Nobel, empresa do mesmo grupo, comprou 9 Pluss com chassi dianteiro Volkswagen 17.230 EOD em 2008.

Em outras vizinhanças, a Mercedes-Benz esteve presente com seus chassis OF1418, OF1721 e OF1722-M, como por exemplo, em São José dos Pinhais, pela empresa Sanjotur. Os OF1721 vão do prefixo 5071, 5072, 5075 e 5076, 5082 e 5083. Os OF1722-M são: 5084 ao 5086 e OF1418: 5088.

Em Campo Largo também houve a presença dos Pluss MB dianteiro pela Transportes Coletivos Nossa Senhora da Piedade. Um pouco mais longe, e ao mesmo tempo perto, as empresas São Bento e Cerro Azul têm algumas unidades do Urbanuss Pluss com motorização Mercedes-Benz OF1722-M, que atendem suas linhas municipais e intermunicipais.

 

 

O que faltou para o Urbanuss Pluss

Depois de um número recorde de variações em nosso sistema, parece até que não teria mais o que ter de Urbanuss Pluss em Curitiba. Só que faltou algumas coisas, como por exemplo:

  • Expresso biarticulado
  • Expresso articulado
  • Metropolitano leve, pesado e articulado
  • Inter-Hospitais
  • Sites (Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial)
  • Ligeirinho padron Volvo B10M (Como os Torino 99 da Marechal, Glória e Sorriso)

 

Muitas versões, poucas empresas

Apesar de o Urbanuss Pluss ter se destacado por estar presente em diversas categorias, chassis e configurações, ele não conseguiu conquistar todas as empresas como o seu concorrente direto, o Marcopolo Viale. No gráfico representado abaixo, vemos que o modelo da Busscar só esteve presente em 46% das empresas, enquanto o da Marcopolo alcançou 79% das empresas de Ônibus de Curitiba e região*.

grafico-urbanuss-vs-viale
*Os dados levantados nos gráficos contabalizam apenas as empresas de ônibus da RIT, de A a M e de 15 a 31.

Resumo do Campeão

Listamos abaixo, resumidamente os diferenciais do Busscar Urbanuss Pluss em Curitiba

  • 1º Linha Turismo 2 andares e em nova pintura e comunicação visual
  • 1º ônibus de 15 metros de Curitiba
  • Recordista no número de veículos piso-baixo de Curitiba
  • Teve articulados em quase todos os chassis do mercado de 2002 a 2008 (Volvo B10M e B12M, Scania K310, Mercedes-Benz O500-MA, Volkswagen 17.230 EOD)
  • Esteve presente com chassis pesados nas categorias Linha Direta, Alimentador, Convencional/Troncal e Interbairros
  • Teve versões Linha Direta com 8 chassis diferentes: Volvo B7R e B12M, Scania K230, K270 e K310, Mercedes-Benz O500-M e O500-MA, Volkswagen 17.260 EOT

 

Tabela detalhada:

ChassiModeloCategorias
ScaniaL94 IBConvencional / Troncal
K230Convencional / Troncal, Linha Direta
K270Linha Direta 15 metros
K310Alimentador, Interbairros, Linha Direta
Mercedes-BenzO500-MLinha Direta
O500-ULinha Turismo DD
O500-MAAlimentador, Interbairros, Linha Direta
OF1418Municipal – RMC
OF1721Municipal – RMC
OF1722-MMunicipal – RMC
VolvoB10MAlimentador, Interbairros
B12MAlimentador, Interbairros, Linha Direta
B7RInterbairros, Convencional / Troncal, Linha Direta
Volkswagen17.230 EODAlimentador
17.240 OT*Interbairros (XY010)
17.260 EOTAlimentador, Linha Direta

 

Fotos de capa: JC170 – Natanael Lima | 16L52 – Kevin Willian | Demais – Diego Dubiginski

Agradecimento: Igor Matheus Boganika Barros, Jonas de Almeida Cabral Neto

About The Author

Fundador do Site Ônibus de Curitiba. Admirador de ônibus e modais de transporte desde sempre. Para Diego tudo podia virar ônibus, desde brinquedos, bicicletas, vídeo-games de corrida e até mesmo carros. Quem nunca brincou de fazer linha com algum desses itens? Pois é, Diego sempre fez. Também é fã de tecnologia e gosta de conciliar ambos os gostos, mas nem por isso deixa de encantar-se com modelos clássicos, que não eram dotados de tanta tecnologia assim.

Related Posts

5 Responses

  1. Jonas De Almeida Cabral Neto

    se soubesse que faria a postagem, teria contribuído com fotos da Auto Viação Saniotur e os articulaods B10M da Redentor, mas tá incrível essa matéria e também parabenizar ao Igor por reunir todo esse material

    Responder

Leave a Reply

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Pular para a barra de ferramentas